domingo, 28 de dezembro de 2008

Passeando em Florença

Ontem a noite fomos num jantar na casa da mãe do Edoardo (sim, com "o" como tudo que é italiano). Ela, uma senhora muito querida e que pelo jeito vive oferecendo jantares e que tem até um caderno grande, todo bonito, onde os convidados deixam mensagens na saída (e conhece gente esta senhora!). A sala é cheia de obras de arte e as paredes cobertas por pinturas de muito bom gosto.

Eu não via o Edoardo e a Cinzia (pronuncia-se Cíntia), esposa dele, há um tempão. Foi o maior prazer revê-los e de lambuja ainda conhecer a Dona Rosita, mãe do Edoardo, uma figura e tanto. Ela nos preparou um jantar dos deuses, repleto de especialidades italianas. Ah! Milagre: nada com massa!!! Foi uma noite extremamente agradável e eu com certeza quero retornar!

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Eu e o Max passamos a tarde passeando no centro de Florença. Que cidade mais gracinha, mais gostosinha e cheia de arte para todos os lados! Nunca me canso daqui.
Faz um baita frio então fomos obrigados a entrar em quase todos os cafés charmosos que encontramos no caminho para tomar um chocolate quente e esquentar um pouco o corpo... Mais para o final da tarde trocamos o chocolate quente por um vinho tinto. Vidão, hein!












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Amanhã, ou melhor, pelo horário hoje mesmo, estamos indo para Roma. Nosso presente de Natal. Estou super contente, sempre quis ir visitar Roma e nem é tão longe, são só uns 220 km. Então, finalmente lá vamos nós! Vamos de trem e ficaremos por uns 3 dias. Depois retornamos a Florença para o Ano Novo.
Não sei se vou conseguir postar de Roma mas o farei assim que retornar.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Nosso Natal


Nossa véspera de Natal foi legalzinha. Como sempre acontece aqui, o Papai Noel largou o saco dos presentes na porta, tocou a campainha e se mandou para fazer o resto das entregas. O Rafa abriu a porta e lá estava aquela montanha de pacotes esperando por ele. A alegria e empolgação não podem ser mais contagiantes. E praticamente todos os presentes eram para ele. Como é bom ser criança nessas horas!


No dia seguinte fomos na casa de uma tia para o almoço de Natal. A casa fica quase fora de Florença e na beira do rio Arno, é como ir para fora, para a campanha.




Lá nos sentamos numa mesa comprida e com a lareira acesa bem pertinho. Em seguida começa a comilança: entrada, primeiro prato, segundo prato e por aí a fora. Quando parece que chegou ao fim lá vem outro prato. Os italianos não preparam peru de Natal e sim comida italiana mesmo. Começamos com crostini, fatias de presunto casalingo toscano e salame. Depois lasanha. Seguida de um espetinho de cortes de porco com pãozinho. Depois roastbeef. Finalmente uma salada (eles comem a salada por último) e a sobremesa. Esse ano não teve tiramissu, foi Zuppa Inglesa. Não pergunte.


Nessa casa mora um cão chamado Titus. É a coisa mais fofa e mais feia do mundo:




Depois de tanta comilança caminhamos com Titus pela beira do rio. Sestiei durante a tarde sentindo-me a própria jibóia depois de ter engolido um elefante. Caos. No dia seguinte fui correr. Parti sem grandes aspirações mas estava me sentindo tão bem que acabei correndo 15 km. Te mete!!! Fui até Ponte Vecchio e voltei.

Ontem a noite fomos jantar na casa da mãe do Edoardo. Mas conto depois, agora vou saracotear no centro de Florença.
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Rapidinha: já sei o que vou dar de presente de Natal para a Rachel. Me veio essa inspiração e que pena que não tinha pensado nisso antes, era tão óbvio! (Morre de curiosidade, vai!)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Ontem a noite estávamos no vôo para Florença. Rafa sentado na janelinha, é claro. Daqui há pouco larga:

-As pessoas que viajam num avião na véspera de Natal são muito sortudas!

- Ah é?! Por que?

-Porque elas irão ver o Papai Noel voando no trenó com as renas, carregando os presentes!

Em plena segunda-feira e é claro que eu juntei os malucos mais chegados para um jantarzinho pré- Natal. A desculpa foi que no dia seguinte estaríamos embarcando para Florença e que eu estava com desejo de beber quentão. Comprei umas várias garrafas de mulled wine (quentão versão inglesa), muito prático já que vem pronto e é só esquentar. No que a Rachel descobriu do que se tratava, despejou a garrafa de vodka lá dentro da panela do meu quentão uma vez que não encontrou cachaça na casa. Sorte a dela que ficou super bom!


Vieram também o Marcos Paulo (de passagem, embarca para o Brasil amanhã), o Richard (amigo do Marcos Paulo) e o Daniele. Eles ajudaram a beber o quentão.


Ganhei meu primeiro presente de Natal da minha amiga Rachel. Sempre quis ter um. Só que confesso que estou com receio do negócio, ainda não sei se vou saber usar aquilo. Foi o presente mais original que já ganhei nos últimos tempos. Essa guria é uma figuuuuura!!! Love you, babe!


sábado, 20 de dezembro de 2008

Christmas Carols


Há uns dias atrás um amigo corredor mandou um email convidando todo o grupo para ir na casa dele cantar Christmas Carols regados a mulled wine e petiscos. Os requisitos para participar seriam vontade de cantar (leia-se vontade mesmo, não voz boa para isso) e levar uma garrafa de vinho tinto porcaria para preparar o quentão.

Tive que ir.

Ontem à noite, então, nos reunimos ao redor do piano e com muito mais vontade e entusiasmo do que talento vocal cantamos músicas natalinas por quase 3 horas! Com muito quentão, é claro. De todas as canções só reconheci Jingle Bells e Noite Feliz, o resto foi minha primeira vez mesmo. Rimos muito das nossas performances musicais e nesse clima descontraído e festivo confesso que me emocionei. Tem algo de doce e comovente num bando de adultos empolgadamente cantando músicas natalinas que falam do menino Jesus, Deus, amor e paz na Terra.

Adorei.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Jantar de fim-de-ano

Ontem foi a festa de Natal do clube de corrida...

Continua muito frio, daqueles de congelar o nariz. Mesmo assim, às 7 horas estávamos prontos para o nosso Christmas Paarlauf: uma corridinha de revezamento em duplas formadas pelo corredor mais veloz e o mais lento e assim sucessivamente. No frio e na noite sim porque aqui já está escuro desde às 4:30 da tarde!

Então, depois de correr alucinadamente retornamos ao clube para um banho quente e para vestirmos nossos panos festivos. A mulherada, como sempre, se esmerou nos vestidinhos e na maquiagem e alguns dos homens estavam charmosíssimos em tuxedos enquanto outros contentaram-se com jeans e uma camisa mais arrumadinha. Ao menos fizeram um esforço para não aparecer de tênis e camiseta.

O jantar foi preparado pela senhora que trabalha na cozinha do pub: peru, cenourinha, ervilhas e couve de bruxelas, tudo quase desmanchando de tão cozido demais. Batatas ao forno e mais umas gororobinhas que nem sei os nomes. A sobremesa foi um pudim de Natal horroroso com molho de creme. Ainda bem que tinha vinho e que era bem bom. Eu amo meu clube de corrida e por isso não me importei nadinha que a comida tivesse sido tão cretina. Rimos muito, brincamos muito e isso é o que importa.

Durante o jantar, um cara que eu não conheço (somos quase 70, não conheço todos) e que estava sentado na mesma mesa que eu veio com essa:

-O que se come no Brasil durante o Natal?

-Mais ou menos a mesma coisa. Na nossa ceia de Natal tem sempre peru com acompanhamentos.

-Ah! Peru também? Achei que fosse ser algo mais exótico, tipo "roasted cuckatoo" (arara assada).

- Não, é peru mesmo. As araras nós usamos como decoração na árvore de Natal ao invés das bolas...

Não resisti.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Árvore de Natal

Comprei a árvore de Natal deste ano. Rafael e Eddie (lembra? O amiguinho do Rafa que se muda aqui para casa nos fins-de-semana?) azucrinaram tanto para enfeitá-la que acabei cedendo. Larguei a árvore e a caixa dos enfeites nas mãos deles, no meio da sala e fui dar atenção para os amigos que vieram visitar. Até que os guris fizeram um belo trabalho, ficou bonitinha a árvore.

Pronto, decoração Natalina está feita. Agora só faltam os cartões de Natal, os presentes, etc e etc.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Vencendo o frio e o cansaço, "The End of Mr Y" e lá vem o Natal

Ontem o Rafa teve aula de tênis. Curiosidade: ele faz tênis no mesmo lugar onde fica meu clube de corrida e a padroeira do clube de tênis é a Maria Esther Bueno. Aproveitei para levar a cachorra para passear pois lá tem um baita gramado onde ela, a cachorra, pode correr bastante e, como nesta época do ano já é noite cerrada as 4:30 da tarde, o lugar é perfeito para eu não perder o bicho.

Enquanto caminhava naquela escuridão, um frio de congelar os ossos e a cachorra correndo desvairadamente para todos os lados, lembrei que deveria retornar mais tarde porque era Running Club night. Considerei seriamente não aparecer, motivos não faltavam:

1- poderia fingir que esqueci,

2-usar a desculpa de que continuo muito cansada da maratona (o que não deixa de ser verdade...),

3-pode ser que não tenha com quem deixar o Rafa,

4- tá muito frio,

5- preciso dar banho na cachorra,

6-preciso escrever cartões de Natal,

7-afazeres domésticos sem fim me aguardam,

8-quero ler meu livro,

9- quero ir para a cama cedo,

10-etc.

Mas não adiantou, tive que ir. Esta seria a última corrida competitiva do clube este ano (temos uma por mês, só entre nós membros do clube) e eu, muito metida como sempre, tive que marcar presença.

Eu sou fera, mesmo! Um frio de congelar os ossos e eu fui correr! Missão cumprida e direto para um ansiado e merecido chuveiro quente. Meu clube de corrida é muito legal porque depois das nossas corridas, socializamos no bar... um suco de laranja e meia pint depois, voltei para casa e fui dormir satisfeita.


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Terminei de ler "The End of Mr Y", de Scarlett Thomas. Adorei o livro, daqueles que nos deixa triste porque terminou, de tão bom. A personagem principal, a tal estudante de PhD que encontra um livro raríssimo de um cientista da era Vitoriana, depara-se com instruções detalhadas de como, er..., surfar na mente dos outros. Hello? Desistiu de acreditar que o livro é ótimo? Eu sei, soa muito fantasioso e tal, mas juro que é bom. É super recheado com diálogos sobre a teoria da relatividade, partículas sub-atômicas, experimento mental, Derrida, consciência coletiva, evolução das espécies e criação. Tudo muito bem tramado numa história interessante, daquelas que não se consegue parar de ler. Eu realmente adorei. Agora estou tentando escolher um dos livros da pequena pilha (ha!) que tenho ao lado da cama. O problema é que "The End of Mr Y" está ainda muito fresquinho na minha cabeça, eu ainda estou envolvida demais com a história. Está bom estar nesse mundo, tenho vontade de permanecer neste estado, na companhia das sensações, sentimentos e pensamentos que o livro despertou em mim, por mais tempo.


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Hoje, finalmente fui até o sótão buscar os enfeites de Natal. Mas já estava muito tarde para sair espalhando-os pela casa, então continuam nas suas caixas, só que mais à mão. Amanhã enfeitaremos a árvore de Natal quando o Rafa voltar da escola. Claro que primeiro vou ter que comprar uma árvore de Natal porque a que temos no pátio está um pouco prejudicada, durou 3 Natais a pobre coitada, agora está ressequida e um tanto acabada. Mais uma missão para as tantas que eu tenho amanhã!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Aquecendo a alma

Com um misto de esperança e receio aquele menininho adorado me pergunta "Mas tu não precisas ir trabalhar hoje? Tu podes assistir a minha peça na escola?" Quando, Internet, quando foi que eu faltei a algum evento ou alguma data importante, quando foi que eu não estive ali assistindo, testemunhando, sofrendo e aplaudindo junto? Eu tive que PROMETER MAIS DE UMA VEZ que estaria lá, que na verdade o levaria para a escola e não iria a nenhum outro lugar, que iria direto sentar na minha cadeirinha na platéia... e foi o que fiz.

Estava lá eu, sentadinha, aguardando com os outros pais e mães a entrada dos nossos motivos de alegria que iriam encenar uma peça de teatro baseada num livro que estiveram lendo e estudando em aula. Entraram todos em fila, tomaram seus lugares e em seguida vejo aquele par de olhos castanhos que irradiam luz vasculhando a platéia. Eles me vêem e sou presenteada com aquele sorriso lindo que me aquece o coração, a alma, que instantaneamente põe um sorriso no meu rosto.

A peça inicia, flui, cada criança trazendo a sua marca, a sua desenvoltura, sua timidez ou extroversão, a sua individualidade, algo só seu que contribui e é necessária para o sucesso do grupo. Todos ali são estrelas. Todos brilham. O grupo vence e é aplaudido com carinho e orgulho. Pais e filhos cumprimentam-se, filhos seguem para mais um dia de aula, pais e mães seguem para seus compromissos.

Eu deixo a escola e sigo com meu sorriso estampado no rosto, meu coração mais feliz e transbordando de orgulho numa linda manhã de sol.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sossego

Um belo fim-de-semana de céu azul, luz do sol e bem... frio! Como quase todos os domingos, fomos assistir e "corujar" nosso filhinho craque numa partida de futebol. Os pais das outras crianças também estavam lá, naturalmente. Todos com o coração na mão, gritando incentivos, aplaudindo e sofrendo juntos. É duro ser pai e mãe!

Depois da partida almoçamos juntos. Pizza, a preferência do craque. Com direito a bolo de chocolate de sobremesa, uma delícia! O programa da tarde? Escrever uma carta para o Papai Noel porque já está mais do que na hora de enviá-la.

O Natal já está chegando, falta pouco. Todos os anos prometo a mim mesma que vou me organizar melhor, escrever e enviar os cartões de Natal em tempo, arrumar os enfeites e presentes com boa antecedência, mas... nada! Cadê o tempo? Sempre uma correria, sempre tantas coisas pela frente... Quem sabe esse ano...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vídeos da maratona



Para os curiosos e interessados, clicar no link abaixo. Vai aparecer um vídeo da maratona. Clicar onde diz "skip" (abaixo, a direita do vídeo). Vai parecer um menu à direita. Clicar "arrivo (mezzo)" para ver eu me arrastando na linha de chegada. Escolher qualquer um dos vídeos listados neste menu para acompanhar o sofrimento em diferentes estágios da maratona.

http://www.runnersworld.it/edisport/runners/notizie.nsf/HPRunnerstv?openform&e=FL08M&l=IT&n=BARTELLE+ALESSANDRA&r=F1092&ct_s1=09:27:08&nt_s1=&ct_s2=09:56:52&nt_s2=00:35:34&ct_s3=10:25:37&nt_s3=01:04:19&ct_s4=10:56:28&nt_s4=01:35:10&ct_s5=11:34:33&nt_s5=02:13:15&ct_s6=12:01:35&nt_s6=02:40:17&ct_s7=12:37:58&nt_s7=03:16:40&ct_s8=13:15:47&nt_s8=03:54:29&ct_s9=13:54:35&nt_s9=04:33:17&ct_f=14:12:06&nt_f

Divirtam-se!!!

domingo, 30 de novembro de 2008

Maratona

Estou destroçada, acabadaça, meu corpo inteiro está para lá de dolorido e acho que até febre eu tenho. Mas CONSEGUI, Internet! Corri uma maratona, 42 km e 195 metros, 26 milhas! Tudo bem que durante os últimos 10 km eu estava mais para me arrastando do que correndo, mas o importante é que VENI, CORRI, VICI.

A largada aconteceu às 9:20 da manhã, debaixo de chuva. A maioria das pessoas, inclusive eu, corremos os primeiros 5 km enrolados em sacos plásticos gigantes. Quando a chuva parou, nos desfizemos dos plásticos. Consegui manter um ritmo constante de 5min e 46 seg por km durante a primeira metade mas daí pra frente fui perdendo o ritmo e a corrida passou a ser um baita sofrimento. De acordo com o meu cronômetro, completei a maratona em 4:44:39 mas ainda não consegui acessar o site dos resultados para ver meu tempo oficial, provavelmente todo mundo está fazendo a mesma coisa, então a naba simplesmente não abre.

A maratona de Firenze foi muito bem organizada, não tenho do que reclamar. Foram 9000 inscritos, é muita gente! Mas agora preciso colocar as patas para cima e descansar. Estou destruída. Mesmo. Mal consigo caminhar.

Ah! Até medalha eu recebi no final, Internet.

Acrescentarei fotos e vídeos quando chegar em Londres. Nosso vôo parte amanhã cedinho.

sábado, 29 de novembro de 2008

Nervosismo pré-maratona

Chegamos ontem à noite em Florença. O vôo foi tranquilo e pontual. A cachorra é que não estava muito contente, pois enquanto eu arrumava a mala, ela estava que era uma sombra em torno de mim. Quase tropecei nela umas várias vezes, pobrezinha! Mas é apenas um fim-de-semana e o Daniele é melhor do que eu para levá-la para passear. Mesmo assim deu muita peninha de deixá-la com aquela fuça de "e eu"?


Aqui em Florença tem chovido nos últimos dias mas não está muito frio. Hoje fomos ao QG da maratona buscar o meu número e outros bagulhinhos que nos dão. Eu estou um pouco apreensiva, meio preocupada com amanhã. Será que vou conseguir cruzar a linha de chegada? Sinceramente não me importo com o tempo, calculo que se tudo der certo, completo a corrida entre 4 horas e 4 horas e meia. Se demorar mais também não tem problema. Só quero é conseguir...




Eu já deveria estar dormindo mas claro que não estou conseguindo. Vou tentar ler mais um pouco do meu novo livro que estou adorando. Chama-se "The End of Mr Y" e a autora, uma inglesa, chama-se Scarlett Thomas. Comecei a ler ontem durante o vôo e é um daqueles livros que não se quer parar de ler. Conta a história de uma escritora que encontra uma cópia usada e raríssima de um livro escrito por um cientista excêntrico da era Vitoriana. Só que parece que o livro é almadiçoado e ela, com o livro debaixo do braço, acaba envolvida em uma trama misteriosa sobre a natureza da existência e da verdadeira extrutura do universo.


É melhor eu tentar chamar o sono. Tenho um dia bem longo que me espera amanhã.


Wish me luck!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Viajando

Na hora de viajar, qual é o meio de transporte mais eficaz, confortável e prático? Provavelmente vai depender do tipo de viagem que a criatura vai fazer. Se for para dar um rolê pela Europa, com disponibilidade de tempo suficiente, a minha escolha seria um carro. Um carro decente para o feito, é óbvio, não vá querer sair pelas auto-estradas européias num fusquinha! Com um carro, pode-se escolher a rota, mudá-la à vontade, parar onde quiser e pelo tempo que quiser. O inconveniente é ter que dirigir, às vezes cansa. Mas tem gente que ADORA dirigir, então é só recrutar uma dessas pessoas.



Outro jeito de viajar pela Europa, é de bicicleta. Sim, BICICLETA! Durante o último verão, alguns membros do meu clube de corrida passaram dias estudando mapas e bolando intinerários. Ou seja, planejando uma pedalada de 1 mês com a finalidade de alcançar a Bulgária. Não me perguntem porque a Bulgária. Eu já estava invejando o estado das pernas deles na volta - duras feito rochas! - e também do grau de fitness. Já pensou? E para horror de mamãe, cheguei até a contemplar a idéia de acampar e passar até 4 dias sem banho (ela sempre se admira com esse meu lado "aventureiro", como ela diz, tentando entender a quem a filhinha pode ter puxado). Mas foi só contemplação mesmo porque não poderia deixar marido e filho virando-se sozinhos por 1 mês. Já pensou se eu volto e eles se dão conta que não precisam mais de mim? Não dá para correr esse risco! Então, sem poder ir junto, apenas acompanhei o caso. Eles partiram de madrugada no final de setembro, ou seja, final do verão. Retornaram em menos de 24 horas. Alcançaram Dover (há menos de 200 km) e resolveram voltar para casa. O motivo? Deixaram para realizar a empreitada no final do verão e já estava fazendo muito frio... Moral da história, viajar de bicicleta pela Europa não é o bicho.



Agora, se a viagem é para o Brasil, não tem muita escolha, tem que ser avião MESMO. E demora! São quase 11 horas de vôo só até São Paulo! Sem falar no aperto que é passar todo esse tempo tentando dormir nas micro poltronas da classe econômica. O cenário muda completamente se a criatura viajar na classe executiva ou primeira-classe. Deita e dorme. É só mais uma noite relativamente bem dormida num avião. No dia seguinte a pessoa está novinha em folha, pronta para os festejos. Só tem um pequeno detalhe, tem que ter dinheiro para essa extravaganza. O que não é o meu caso (então PARA de sonhar e te concentra na classe econômica).



Outro jeito é a nado. Ou, como diz mamãe, mandando consertar a vassoura. Engraçadinha, ela, não?! Mas infelizmente estes dois jeitos dariam muito trabalho, sem mencionar o frio que seria.



Então, pelamordosmeusfilhinhos, quando vão inventar o tele-transporte?



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Que sono! Fui dormir super tarde ontem porque fiquei até as 2 horas da manhã corrigindo avaliações. Enquanto estou fazendo, confesso que até gosto, é como ler historinhas. E eu adoro crianças, elas são fantásticas, dizem cada uma! Só que ainda não terminei, hoje tem mais (tá vendo só, Claudia??? ). Isto quer dizer que: 1) meu armário continua vergonhosamente para lá de bagunçado; 2) o resto da casa também; 3) a cachorra continua imunda; 4) não vou recuperar o sono perdido tão cedo...

Continua MUITO frio. Para compensar, hoje o sol apareceu, então não está tão ruim assim. Não sou muito chegada no inverno, realmente não é a minha estação preferida. Só dá vontade de comer, dormir, comer, comer mais, dormir. Os dias são mais curtos, a maior parte do tempo é uma penumbra. Passear no parque, só se for de galochas, porque é um lodo, tudo embarrado. As árvores sequinhas, sequinhas, o chão coberto de folhas amareladas e umedecidas. Nada empolgante. O que vem muito bem nestes dias friorentos é um chimarrão e um chimarrão compartilhado, regando uma conversa fiada, é melhor ainda (onde tu andas Rachel???).





sábado, 22 de novembro de 2008

Enquanto todos dormem...

Já está bem tarde, o Rafa e o Eddie (sim, esse menino se muda para cá nos fins-de semana!) já estão dormindo há horas e o Max está "desmaiado" no sofá. Já estou quase indo para a cama também e o que me motiva não é o sono ou o cansaço, mas o livro que me aguarda.
Estou lendo "Two Caravans" de uma tal Marina Lewycka e conta a história de um bando de estrangeiros do leste europeu e da China que vem para a Inglaterra trabalhar numa fazenda colhendo moranguinhos.

É para ser engraçado e às vezes até é. É interessante a maneira como a autora descreve as percepções dos personagens em relação uns aos outros, inclusive em relação aos ingleses. Mas não estou morrendo de amores pelo livro, não. A minha relação com este livro está sendo mais "não-vejo-a-hora-de-terminar-para-começar-outro", que eu tenho esperanças, será melhor. Ainda não decidi qual será o próximo, tenho uma pilha me esperando. Mas depois dessa segunda meio bomba, espero ser mais feliz na minha escolha. Para quem não sabe, eu não sei começar um livro e não terminá-lo. Preciso ir até o fim para poder ter certeza que não vou perder nada, para poder dizer com autoridade se é bom ou ruim mesmo.

O frio chegou mesmo. Aproveitei que o Max tinha levado o Rafa para o treino de futebol e fui correr. Saí de calça comprida, camiseta de mangas compridas e luvas. Corri 10 milhas (uns 16 km?). Não senti frio durante a corrida mas no que entrei pela porta, notei que não sentia bem os meus dedos das mãos, de tão frios que estavam. Isso que eu usei luvas!

Falando em correr, a maratona acontece daqui há uma semana. Eu estou um pouco apreensiva porque nas últimas 4 semanas não tenho treinado direito. Primeiro foi uma dor estranha na canela que me fez para por uma semana e depois foi o Max que andava tão cheio de trabalho que ficou impossível para ele ficar com o Rafa. Meus treinos reduziram-se aos fins-de-semana e quartas-feiras á noite. Espero que não tenha perdido muito do meu pique com isso. Tudo o que eu quero é ser capaz de completar a maratona.


Levei a pobre cachorra para passear. Fui até o parque, ela deu aquelas corridas enlouquecidas dela, rolou na grama, correu mais e cheirou tudo e mais um pouco. Amanhã quero levá-la para passear novamente, ela passa muito tempo trancada em casa. Agora ela está dormindo, esparramada em cima do Max que continua desmaiado no sofá.


Outra coisa que preciso muito fazer é limpar o aquário do peixe. A água está tão turva que mal se enxerga o bicho lá dentro. Aliás, esse peixe é um sobrevivente! Está conosco há um ano, já quase morreu umas várias vezes, já teve ao todo 4 amiguinhos peixes, em épocas diversas, mas que deram um jeito de morrer. Esse não, esse continua firme. Admiro o peixinho.



O Rafa batizou o peixe de "The Doctor", em função do seriado do "Doctor Who". O primeiro companheiro do Doctor-peixe foi batizado de "Rose" e o segundo de "Master". Todos os nomes de personagens do mesmo seriado. http://www.bbc.co.uk/doctorwho/. Rose e Master não sobreviveram e o quarto peixe nem nome recebeu. Acho que não deu tempo, durou uns 3 dias.


Preciso colocar o Max na cama, não posso deixá-lo dormindo no sofá e meu livro me espera.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Aqui vai a minha primeira postagem.

Já vou avisando que hoje não foi um dia normal. É verdade que foi um dia tranquilo, simples e gostoso, mas um pouco fora do que acontece normalmente.

Estamos esperando por uma queda de temperatura significativa. Tem feito entre 5 e 12 graus, mas a previsão para amanhã é de 0 graus. Uma mãe na saída da escola comentou que pode até nevar. Realmente dá para sentir que está esfriando e quero só ver se a nossa calefação vai dar conta. É que o troço possui vida própria, funciona quando quer. Liga e desliga por si só umas várias vezes por dia. Não me incomodo muito com isso porque pelo menos assim não fica insuportavelmente quente e seco como acontecia antes.

Hoje de manhã fui até Notting Hill para ter a minha bela voz gravada enquanto lia um texto que explica como os aluguéis residenciais de algumas prefeituras funcionam. Trabalhinho simples mas que paga bem. Esse pessoal de uma produtora me manda um texto para traduzir para o português e depois grava a minha leitura. Editam isso num dvd com diversas opções de língua para que nenhum estrangeiro venha com a desculpa de "não entendi, não sabia!".

Aproveitei para dar uma caminhada pelo Portobello Market. fazia muito tempo que não ía para aquelas bandas, anos! Tão bonitinho por lá! Principalmente para quem gosta de antiguidades e bugigangas. No meu caso, as bugigangas. De lá fui perambular em Oxford Circus, Regent Street e Carnaby Street (quanta vitrine!). Eu e o Max nos encontramos para almoçarmos juntos. O Max escolheu um restaurante chamado "Rosso Pomodoro", que fica entre Leicester Square e Covent Garden. Bem gostosinho. Voltei para casa e fui buscar o Rafa na escola.

Falando em Rafa, fiquei super contente e orgulhosa sobre tudo o que ouvi do professor dele durante a reunião de pais no começo da semana. É muito bom saber que ele está indo super bem na escola. Tranquilizador. O professor disse que o Rafa é esforçado, dedicado e participativo, que ele concentra-se durante as tarefas e empenha-se para realizá-las bem. O professor também disse que o Rafa é bastante popular, que todos os coleguinhas querem fazer os trabalhinhos junto com ele, brincar com ele. E porque querem imitá-lo, acabam esforçando-se também! Meu filhinho...

O Rafinha é uma figura. Ontem perdeu outro dente. Já era tempo. Aquele trocinho pendurado ali na boca dele demorou para cair, rodopiava e se alojava em diversos ângulos, mas insistia em continuar pendurado na gengiva, mesmo que por um fio (que agonia só de olhar!). Pois ontem, finalmente caiu. O Rafa colocou o dentinho embaixo do travesseiro e, quando eu fui lhe dar boa-noite, me perguntou "As fadas que buscam os dentes e deixam as moedas existem de verdade ou são os pais que colocam as moedas embaixo do travesseiro? Pode me dizer a verdade, eu não fico chateado!" O que eu podia dizer? Acabei não respondendo exatamente o que ele perguntou. Num tom de brincadeira disse que era bom acreditar, porque se não a fada não vem... Eu acredito em Papai Noel até hoje, ora bolas!

Falando em fadas, é bom eu ir dar um jeito na casa porque por mais que eu queira acreditar na fada da limpeza ela não vem de jeito nenhum!